Cybercultura Rabugenta

Categoria : comportamento, Comunicação Digital


* Por Alex Camillo

Estamos ficando muito chatos, só leio reclamações nas redes sociais. Reclamam do BBB, reclamam da Luíza, reclamam de tudo.

Recentemente, o âncora do telejornal do SBT, Carlos Nascimento, comentou sobre o buzz em torno de Luíza, que estava no Canadá, dizendo: “Luiza já voltou do Canadá e nós já fomos mais inteligentes.” Ora, o meme da Luiza não passa de uma brincadeira. A declaração é de se estranhar, vindo de um jornalista de uma emissora que exibiu / exibe atrações como Programa do Ratinho, Casos de família, Maria do Bairro e etc. A questão não é que já fomos mais inteligentes, mas já respeitamos mais as opiniões alheias, sem criticar, xingar e ofender.

Big Brother Brasil, assiste quem quer. Não quer, se você é privilegiado com um pacote de TV por assinatura – e eles são cada vez mais numerosos, com o aumento da Classe C no Brasil – com certeza vai encontrar um programa mais interessante, ou não? Ninguém acha mais nada que preste? Como último recurso, venha para a internet ou vá ler um livro…

Parabéns a você que consegue somente assistir programação “cabeça”, todos os canais do Discovery Channel, History Channel, Globo News, TV Cultura, Canal Futura. Lamento por aqueles que não assistem uma comédia pastelão de vez em quando, aqueles que não gostam de ir para um barzinho,  tomar “uns bons drink” e jogar conversa fora.

Falando nisso, em quase toda rodinha de conversa tem sempre aqueles que, quando perguntados, sempre dizem gostar de ler muito e ouvir MPB, mesmo que isso não seja necessariamente verdade. De MPB Caetano é o must, quando perguntamos sua música favorita, dizem que é aquela “Você é linda, mais que demais”… e aquela do Leãozinho, porque não conhecem nenhuma outra…. Quando perguntamos sobre o último livro que leram: grande chance de citarem um livro de auto-ajuda, do tipo “A Cabana”, ou um dos vários livros escritos por um dos vários padres pop…  Há aqueles também que assistem ao programa do Ratinho, Casos de família e outros programas baixo nível, ou a um humor agressivo como o do Pânico e do CQC, mas criticam aqueles que assistem ao BBB. Antes de criticar, veja bem: eu não estou defendendo o BBB. Não acredito na história de estudar o comportamento humano quando assistimos ao programa, mesmo porque já se vão 12 edições do programa:  Haja estudo! Tudo o que acontece dentro da casa – as fofocas, intrigas, a falsidade, acontece em nossas vidas no dia-a-dia, no trabalho, na faculdade… qual a novidade?  Confesso que assisto o programa, nos dias de festa e nos dias de prova do líder, para ver qual a marca que está patrocinando e que tipo de ação está fazendo. Como o programa nestes dias é ao vivo, tudo pode acontecer, como por exemplo, o equipamento de uma determinada prova quebrar, o que acarretaria um buzz negativo nas mídias sociais.

Há algum tempo, li no blog “Ideia de Marketing” , um post sobre o Big Brother Brasil, no qual  o autor levantou alguns questionamentos muito interessantes. Um questionamento que sempre fiz foi: “ A televisão tem o dever de educar?” Acredito que não! Acredito que a televisão deve entreter, e principalmente, não deve deseducar as pessoas.

Todo mundo hoje em dia tem uma opinião sobre tudo, com o crescimento das redes sociais e blogs, alguns acreditam que podem falar o que quiser. Por isso, o leitor deve estar sempre munido de senso crítico, a fim de fazer uma triagem e reter só o que vale a pena.

Acredito que há espaço pra tudo, desde o meme como foi o da Luíza, quanto de uma notícia mais séria, mais politizada; tudo tem sua hora e seu lugar. Ademais, urge aceitarmos as diferenças e pararmos de discutir sobre gostos, é clichê mas é verdade, “gosto não se discute!”

* Alex Camillo é estudante de Marketing e apaixonado por Mídias Sociais, desenvolvedor webfreelancer, desenvolve um blog pessoal , é um entusiasta da Tecnologia, leitor voraz, fanático pelo Fluminense, pela NBA e NFL, está tentando abandonar o “vício” em café e Coca-cola, em constante busca de Networking e Desenvolvimento Pessoal, e, por último, mas não menos importante, é casado, pai de família e uma pessoa muito feliz.

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